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reflexões

Achim Steiner
Sub-Secretário-Geral das Nações Unidas e Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)

Há 40 anos que o Dia Mundial do Ambiente (DMA) é o veículo principal das Nações Unidas para sensibilizar as comunidades, cidades, países e continentes sobre as questões ambientais, depois de ter sido estabelecido na Conferência de Estocolmo sobre o Meio Ambiente Humano, que também assistiu à fundação do PNUMA.

E há 40 anos que o DMA apela à atenção do mundo para os desafios cada vez maiores e urgentes que todos enfrentam em resultado da degradação ambiental cada vez mais evidente, da poluição e dos padrões insustentáveis de consumo e de produção.

Em 1974 – o primeiro ano em que o DMA teve um tema dedicado, com o mote ‘Só uma Terra’ – o título sublinhava um aspeto simples, mas ainda hoje importante: a humanidade só possui uma casa e, por isso, é preciso tomar conta da mesma.

Em 1989, o problema das alterações climáticas foi levantado através do tema do DMA ‘Aquecimento global: aviso global’.

No anos 90, o DMA fez a associação entre a pobreza e o ambiente e expressou maior preocupação sobre os mares e os oceanos.

Em 2003, um Objetivo de Desenvolvimento do Milénio fundamental colocou em evidência o poderoso slogan ‘Água – Dois mil milhões de pessoas morrem por ela!’

Os DMA mais recentes mudaram talvez de caráter, refletindo de forma muito mais severa a urgência de unir ainda mais os elementos ambiental, social e económico do ADN do desenvolvimento sustentável segundo a perspetiva da Economia Verde.

São exemplo disto o ‘Mudar de hábitos – Para uma economia de baixo carbono’, de 2008, e ‘Floresta – A natureza ao seu serviço’, de 2011.

O mote para o DMA de 2012 representa não só um dos temas abrangentes para a Conferência Rio+20 – uma Economia Verde, no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza – mas fala também do problema da igualdade que qualquer transformação na economia global tem de abordar.

‘Economia Verde: será que isso o inclui?’ é também dirigido às nações que se preparam para a Conferência Rio+20 – duas décadas depois da Cimeira da Terra, no Rio.

Encoraja todos os líderes – ministros, empresas e delegados da sociedade civil – que participam a unirem-se na concretização de um resultado que crie oportunidades e emprego para os subdesempregados e desempregados, de uma forma que mantenha a pegada da humanidade dentro de limites planetários. A Conferência Rio+20 tem de ser um momento de definição que implemente a ação e as vias para concretizar um século XXI sustentável.

Todos neste planeta têm interesse nisto. Vamos, assim, fazer do DMA deste ano, que acontece somente algumas semanas antes da Cimeira, um momento em que os cidadãos de todo o mundo atuam para um resultado positivo.

Para que daqui a 20 e 40 anos os temas do DMA não sejam tantas advertências sobre a decadência do ambiente, mas antes celebrações da forma como as perspetivas de sete mil milhões de pessoas – nove mil milhões em 2050 – na nossa Terra única melhoraram desde 2012.

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