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Vidas curtas, impacto devastador: PNUMA lança nova coligação para lidar com os poluentes climáticos de vida curta

Os poluentes de vida curta na atmosfera, como o carbono negro, o metano e os hidrofluorocarbonetos (HFC) são responsáveis por mais de 30% do aquecimento global atual, com impactos particularmente importantes nas áreas urbanas e regiões sensíveis do mundo, como o Ártico. Também são conhecidos por ter impactos prejudiciais na saúde e no ambiente.

A resolução do problema dos poluentes climáticos de vida curta pode ter vários benefícios imediatos. A sua redução protegerá a saúde humana e o ambiente atual e reduzirá a taxa das alterações climáticas na primeira metade deste século.

Reconhecendo que a mitigação dos impactos dos poluentes climáticos de vida curta é crucial a curto prazo para lidar com as alterações climáticas, os governos do Bangladeche, do Canadá, do Gana, do México, da Suécia e dos Estados Unidos uniramse ao PNUMA em inícios deste ano para dar início aos primeiros esforços para tratar estes poluentes como um desafio coletivo. Juntos, criaram a Coligação do Clima e do Ar Limpo para Reduzir os Poluentes Climáticos de Vida Curta (CCAC), uma iniciativa única para apoiar a ação rápida e fazer a diferença em várias frentes de uma só vez: saúde pública, alimentos, segurança energética e clima. A Coligação está aberta a países ou atores não estatais que estão empenhados em tomar medidas sobre os poluentes climáticos de vida curta, e que desejam unir-se a este esforço global.

Os objetivos da CCAC

O foco inicial da Coligação é no metano, no carbono negro e nos HFC. Ao mesmo tempo, os parceiros reconhecem que as medidas sobre os poluentes climáticos de vida curta deve complementar, não substituir, as medidas globais para reduzir o dióxido de carbono, em particular os esforços da UNFCCC.

O objetivo da Coligação é abordar os poluentes climáticos de vida curta através de:

  • Sensibilizar para os impactos dos poluentes climáticos de vida curta e as estratégias de mitigação;
  • Melhorar e desenvolver novas ações nacionais e regionais, incluindo através da identificação e da superação de barreiras, melhorando a capacidade e mobilizando o apoio;
  • Promover as melhores práticas e apresentar esforços bem sucedidos; e
  • Melhorar o entendimento científico dos poluentes climáticos de vida curta e as estratégias de mitigação.

A Coligação pretende servir como um fórum para avaliar o progresso na resolução do desafio dos poluentes climáticos de vida curta e para mobilizar os recursos para acelerar a ação. Tem por função dinamizar novas ações assim como destacar e reforçar os esforços existentes sobre as alterações climáticas a curto prazo e questões de saúde pública, alimentação, segurança energética e ambientais relacionadas.

Estrutura

A Coligação do Clima e do Ar Limpo para Reduzir os Poluentes Climáticos de Vida Curta é uma parceria de governos, organizações intergovernamentais, representantes do setor privado, da comunidade ambiental e outros membros da sociedade civil. A Coligação é liderada por uma estrutura de governação, mas é altamente cooperativa e voluntária. A sua estrutura de governação é a seguinte:

  • Um grupo de trabalho com representantes dos parceiros supervisiona as ações conjuntas da Coligação;
  • Uma assembleia de alto-nível dos parceiros da Coligação reúne-se para definir políticas, fazer o ponto da situação do progresso e iniciar esforços futuros;
  • Um painel consultivo científico é responsável por manter a Coligação atualizada com os novos desenvolvimentos científicos sobre os poluentes climáticos de vida curta, responder a questões específicas da Coligação e fornecer informações para o debate político;
  • O secretariado é reunido pelo PNUMA em Paris.

O que são os po luentes climáticos de vida curta ?

Os poluentes climáticos de vida curta (PCVC) são agentes que têm um tempo de vida relativamente curto na atmosfera – de alguns dias a poucas décadas – e têm tendência para aquecer o clima. Os principais poluentes climáticos de vida curta são o carbono negro, o ozono troposférico e o metano, que são os contribuidores mais importantes para o aumento do efeito de estufa global depois do CO2. Estes poluentes climáticos de vida curta são também poluentes atmosféricos perigosos, com vários impactos prejudiciais na saúde humana, na agricultura e nos ecossistemas. Outros poluentes climáticos de vida curta incluem alguns hidrofluorocarbonetos (HFC). Apesar dos HFC estarem atualmente presentes em pequenas quantidades na atmosfera, a sua contribuição para as alterações climáticas deverá aumentar para 19% das emissões globais de CO2 até 2050.

Por que ra zão temos de agir ?

Os poluentes climáticos de vida curta têm impacto na saúde pública, nos alimentos, na água e na segurança económica de grandes populações, tanto diretamente, através dos seus impactos na saúde humana, na agricultura e nos ecossistemas, como indiretamente, através dos seus efeitos no clima. Os poluentes de vida curta tornaram-se num problema importante do desenvolvimento que requer a tomada rápida de medidas importantes a nível mundial.

www.unep.org/ccac/